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A Guerra do Amanhã

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A guerra do amanhã

Blockbuster sobre viagens no tempo tem roteiro de soluções simples e é longo demais

 

Alguns atores são chamarizes de público. Will Smith e The Rock são bons exemplos. E, desde o primeiro “Guardiões da Galáxia”, Chris Pratt também entrou para esse grupo, como mostram os filmes mais recentes de “Jurassic Park”. 

Foi apostando nisso que a Amazon Prime Video construiu ao redor dele “A Guerra do Amanhã”, um explosivo blockbuster de ação, que mistura viagem no tempo, conflitos familiares e até uma pitadinha de terror. Só que para fazer tudo isso foi preciso ter 2 horas e 18 minutos de duração, o que não foi a melhor das escolhas.

A trama

“A Guerra” conta como um grupo de soldados vem do futuro pedir ajuda dos governos do mundo para combater aliens assassinos (os “garras brancas”), que já mataram quase todo mundo em 2050. Sim, eles vêm pra cá pedir soldados, porque já não tem gente suficiente para brigar com bichos lá na frente no tempo.

É assim que conhecemos Dan, um ex-soldado (que conveniente…) que hoje leva uma vida frustrada como professor de biologia do Ensino Médio, interpretado por Chris Pratt. Ele acaba sendo convocado para a tal guerra, mas não sem antes tentar fugir, pedindo para seu pai (J.K Simmons, bombadaço, forte pra caramba) – um outro ex-soldado, hoje renegado, retirar o equipamento de viagem no tempo que foi acoplado ao seu braço.

A Guerra do Amanhã

Parece que já vimos isso em algum lugar… Filme repete fórmulas de outras produções (Foto: Amazon Prime)

Dan tem mulher e uma filha pequena. A menina já mostra ser super inteligente desde criança. Aliás, logo no início do filme a vemos assistindo a final da Copa do Mundo do Catar e torcendo para o Brasil. Ok, talvez a mocinha nem seja tão inteligente assim. De qualquer forma, essas relações familiares servirão como a tapeçaria na qual será desenvolvida a narrativa do filme.

O personagem de Pratt vai ao futuro, as coisas não saem como planejado e ele terá que lidar com decisões que nem tomou ainda, confrontado com as consequências de suas escolhas enquanto explode pedaços de monstros por todos os lados.

Um pouco de susto

Além de muita ação e uma superficial camada de drama, “A Guerra do Amanhã” flerta com o terror. Há uma tensão até aparecerem pela primeira vez os Garras Brancas, algumas cenas com jump scares (aquelas sequências feitas para nos assustar, quando algo aparece ‘do nada’ na tela) e os bichos são bem feios, aterradores.

Há algumas mortes, mas não há tanta violência. Sangue mesmo, só o verde que escorre quando o pescoço e a barriga dos monstros – seus pontos fracos – são atingidos. É claramente uma escolha para atrair um público mais jovem, acostumado com Chris Pratt na Marvel.

Do presente ao futuro e de volta ao presente, o filme fica um pouco cansativo, porque há uma escolha deliberada por tentar explicar tudo, resolver cada detalhe, de uma forma que parece, muitas vezes, chamar o público de bobo.

Por que assistir?

“A Guerra do Amanhã” é um filme caro, foram 200 milhões de dólares para fazê-lo. Isso se traduz em cenas grandiosas, que vão de ilhas do Caribe a desertos gelados da Rússia. O visual é muito bonito. Se o roteiro não é lá essas coisas, pelo menos tem referências boas, como “Alien – O Oitavo Passageiro” e “De Volta para o Futuro”. Além do próprio “Jurassic Park”. É o tipo de filme que traz muitos elementos, na tentativa de agradar todo mundo. Talvez essa seja sua maior falha, mas ainda assim vale como um passatempo de férias interessante.

 

A Guerra do Amanhã

Roteiro: Zach Dean
Direção: Chris McKay
Elenco: Chris Pratt, Yvonne Strahovski, J.K. Simmons, Betty Gilpin, Sam Richardson
Duração: 1h18
Onde Assistir: Amazon Prime Vídeo

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