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A Hora do Lobisomem

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A Hora do Lobisomem

Atraente edição traz o famoso conto de Stephen King, com ilustrações de Bernie Wrightson

 

 ‘A Hora do Lobisomem’ do mestre Stephen King foi originalmente lançado em 1983, teve várias reedições e até uma adaptação legalzinha pro cinema em 1985. Confesso que ainda não tinha lido o livro até encontrar essa atraente edição da série ‘Biblioteca Stephen King’ da Editora Suma. Me empolguei com a silhueta do lobo e o título em alto revelo da capa bacaníssima e principalmente por causa das ilustrações originais de Bernie Wrightson.

Bernie Wrightson: um gênio

Pra quem não sabe, o saudoso Bernie Wrightson (falecido em 2017) foi um grande ilustrador de histórias clássicas de heróis da Marvel e da DC Comics (Homem-Aranha, Batman, Justiceiro…), adaptou famosos contos de terror e também contribuiu na criação artística de filmes como ‘Os Caça-Fantasmas’, ‘O Nevoeiro’ e ‘Creepshow‘. E mais importante: ao lado do roteirista Len Wein, foi co-criador do meu estimado Monstro do Pântano. De bônus, essa nova edição nacional traz ilustrações inéditas de Rafael Albuquerque, Giovanna Cianelli, Rebeca Prado e Lucas Pelegrineti – cada um imaginando sua passagem preferida do livro. Muito legal!

O livro

Voltando ao conto de Stephen King em si, a leitura de ‘A Hora do Lobisomem’ (‘The Cycle Of The Werewolf‘) foi uma gratíssima surpresa: eu não esperava que fosse me divertir tanto! Aqui a história é contada em 12 capítulos (um pra cada mês do ano), com pitadas de prosa e muitas vezes de forma quase poética. E, diferente do filme, o menino cadeirante Marty Coslaw não recebe todo o foco de protagonista: quase todos os personagens têm grande importância na trama – inclusive as vítimas de cada ataque (um por mês, durante as noites lua cheia – o tal ‘Ciclo do Lobisomem’ do título original em inglês), fazendo com que o leitor fique realmente penalizado com a maioria das mortes, violentíssimas por sinal. 

O ataque de novembro…

O monstro do livro não é apenas uma fera descontrolada e sanguinária: apesar da selvageria de seus ataques, ele possui uma certa inteligência (como um reflexo da inteligência de seu misterioso “hospedeiro” humano) e age às vezes de forma assustadoramente maquiavélica e até dissimulada. Mas o livro também tem momentos bem-humorados , como no diálogo onde o menino Marty tenta convencer o tresloucado tio dele a lhe presentear com um revólver contendo balas de prata pra se defender de um possível ataque do Lobisomem. No fim da leitura (que foi “vapt-vupt”), fiquei imaginando uma nova versão pro cinema, mais visceral e macabra do que a de 1985, a cargo de um desses bons novos diretores do gênero como James Wan ou Andy Muschietti. Quem sabe…

Por enquanto, esse livro já me divertiu horrores. Recomendo! 

 

A Hora do Lobisomem (1983)

Título original: ‘The Cycle Of The Werewolf’
Autor: Stephen King
Editora: Suma (1ª edição – julho de 2017)
152 páginas

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