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Astronauta: Parallax

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Saga espacial com personagem de Maurício de Souza alcança novo patamar em sua quinta edição

 

O hoje bem sucedido selo “Graphic MSP” começou lá em 2012 com ‘Astronauta – Magnetar‘. Ali tudo era novidade e foi um impacto tremendo ver o que Danilo Beyruth (@necronauta) fez com aquele simpático personagem vestido de bolinha dos gibis e tirinhas do Maurício de Sousa (@mauricioaraujosousa). Astro era agora nossa versão de Flash Gordon misturado com Han Solo e com uma boa pitada da Michael Burnham de ‘Star Trek Discovery’. Um herói espacial curioso, inventivo, mas por muitas vezes acometido pela solidão e pela melancolia.

O sucesso dessa verdadeira ópera espacial gerou 4 álbuns e, em 2020, chegou a 5a edição, ‘Astronauta – Parallax‘.
Aqui, todas as peças do quebra-cabeça iniciado nas histórias anteriores começam a se encaixar. Um universo foi criado, inclusive com crossover: até fatos ocorridos em ‘Capitão Feio – Tormenta’ aparecem. Por isso fica um tanto complicado explicar a trama sem dar spoiler. Aliás, é bem difícil entender qualquer coisa sem ter lido o que veio antes. E esse é o único pecado de ‘Parallax’, já que o texto e a arte de Beyruth e as cores de Cris Peter (@coloristdiaries) alcançaram uma incrível maturidade junto ao personagem.

A trama

Sem entregar muita coisa, em linhas gerais, pode-se dizer que Astronauta está às voltas com universos paralelos e versões de si mesmo, nem todas elas muito corretas. Ao seu lado, está sua potencial filha, Isabel (potencial sim, porque ela não nasceu dele, mas sim de um Astronauta mais velho e de outra Terra). Pode parecer confuso, mas os autores estão absolutamente à vontade naquele cenário e entregam uma ambientação linda e para quem lê todos os álbuns de uma vez (fiz isso para ler ‘Parallax’) a sensação que fica é muito positiva.

Por que ler?

Ainda que ‘Parallax’ seja só uma ponte para o capítulo seguinte, que esse sim, promete ser o ápice da saga, este álbum dá espaço para mais personagens brilharem, com destaque para o chefe da BRASA, a agência espacial brasileira.

Além disso, vale reforçar que esta edição traz uma nem tão sutil (mas muito bem-vinda) crítica à militarização da política e à negação da Ciência. É função da arte fazer pensar. E é impossível não fazer isso com o nosso Astronauta.

 

Astronauta: Parallax
Páginas: 96 páginas
Editora: Panini
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