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20 anos de Atlantis – O Reino Perdido

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O 41º longa de animação produzido pelos estúdios da Walt Disney marca o que seria conhecido pelo início do fim dos filmes em 2D

 

A épica aventura de Milo Thatch em busca pelo reino perdido de Atlantis chegou ao cinema em junho de 2001 com críticas mistas e pouco interesse do público. Mas é importante dizer: não foi um erro da Disney  e nem um filme ruim. Mas naquele momento uma “tempestade perfeita” fez com que esse longa animado não decolasse.

Entre os motivos para que ‘Atlantis’ estivesse fadado ao fracasso desde o nascimento está o sucesso arrebatador de ‘Toy Story’, o primeiro filme do cinema feito por computação gráfica, que acabou fazendo com que muitos perdessem o interesse por filmes 2D. Outro ponto foi que em 2001 estreou ‘Shrek’ (sim, já faz 20 anos desse também) que foi a sensação dos críticos ao parodiar tantos longas da Disney.

Com isso, Atlantis foi esquecido. Deixado em uma prateleira para pegar pó. Quase sempre ignorado pela gigante do mercado, embora ainda tenha os seus fãs fiéis. A verdade é que o longa deu um aviso cruel à Disney: ela não era mais tão poderosa. Existiam concorrentes bons e lançar algo no cinema acreditando que a apenas o selo da marca garantiria o sucesso não funcionava mais. Era preciso dar algo que o público queria… e o que ele queria?

Novos (e animados) tempos

Menos clássicos, mais 3D e mais diversão. Só que não era possível se reinventar do dia para noite, ainda mais devido aos planos futuros que já envolviam mais dois longas em 2D. Aliado a isso eles ainda tinham brigas internas e a crise com a Pixar. Foi quando veio o boicote.

O filme ‘O Planeta do Tesouro’ estreou no ano seguinte sobre grande pressão. Existia um clima de guerra entre Roy Disney, que não queria abrir mão dos filmes 2D, Michael Eisner (CEO da Disney) que queria investir em filme de computação gráfica e Steve Jobs, que comandava a Pixar. As brigas eram públicas e qualquer um conseguia perceber a tensão nos bastidores.

Quando o filme finalmente foi lançado, depois de alguns adiamentos, acabou com uma bilheteria fraca – e isso era exatamente o que Eisner queria! O diretor da animação, Ron Clements chegou a dizer em entrevista que dias após a estreia a Disney chamou o longa de fracasso, o que acabou sendo mais divulgado do que o próprio filme na mídia e ajudou na bilheteria fraca.

Roy cedeu, depois de ‘A Princesa e o Sapo’, que já estava nos planos de lançamento, a Disney deixou de lado as animações tradicionais que fizeram dela um sucesso. Atlantis – O Reino Perdido ficou marcado nos bastidores como o inicio do fim das grandes animações e raramente é lembrado como um clássico do estúdio. Nesse aniversario de 20 anos a Disney o colocou como um dos cards de destaque na sua plataforma de streaming, mas não deve demorar a sair. Afinal… pra que se recordar dos fracassos?

 

 

Carolina Ferreira é formada em jornalismo e cinema. Funkolatra, geek, apaixonada em super heróis, viagens no espaço, GOT, HP, LOTR, dinossauros, dragões e Disney. Ah e é claro…. no Batman ❤️

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