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Capitão América 2: um dos melhores filmes da Marvel

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Tentando entender melhor o Universo Marvel dos cinemas? Então muita atenção em Capitão América 2, porque é um ponto de virada decisivo na história

Você é daqueles que não gostou muito do primeiro filme do Capitão América por achar o herói “coxinha” demais? Um excesso de bom-mocismo que o deixava chato e pedante.

Saiba que essa visão é bastante comum mesmo entre os fãs de quadrinhos. Gente que compara o Capitão América com o Wolverine, achando o primeiro “chato” por ser “bonzinho” e o segundo “legal” por ser mais “matador”.

Eu poderia aqui ficar explicando os motivos que fazem o Capitão ser um senhor personagem, mas não preciso, porque “Capitão América 2: O Soldado Invernal” já faz isso com maestria. Que filme, meus amigos… que filme!

Saí do cinema com a impressão de ter visto o melhor filme da Marvel. Você pode achar exagerado. Mas eu continuo firme em minha opinião, mesmo depois de “Guardiões da Galáxia”, “Doutor Estranho” e “Vingadores – Ultimato”

Os motivos de ser tão bom

“Capitão América 2” estabelece de forma definitiva Steve Rogers como um líder, aquilo que faltava em sua primeira fita e, principalmente, em “Vingadores”. Desde a primeira cena, quando ele conhece o Falcão (um dos destaques do filme, falo dele daqui a pouco), já se vê que a postura mudou. Sai o menino franzino e ingênuo e entra o soldado ideal, um cara que tem lá seus medos e culpas (como um bom super-herói Marvel), mas que os esconde bem enquanto quebra a cara da bandidagem.

Aliás, um dos pontos que saltam aos olhos é justamente a demonstração de força física do super-soldado. Saltos espetaculares, socos avassaladores e o uso do escudo que todo fanboy sempre quis ver na telona. E eu não usei o verbo “saltar” à toa. O filme começa já com uma sequência matadora do Capitão América versus Batroc, o saltador. Tá, não o chamam de “o saltador” no filme. Mas ele que ele salta, ah, isso ele salta. E Batroc é interpretado pelo ex-lutador de MMA, George St. Pierre. Só ficaria melhor se ele estivesse de roupa roxa igual a do gibi. Brincadeira, não precisava disso tudo, ficou bem legal como foi (mas eu queria a roupa roxa).

Voltando ao Falcão, antes desse filme muita gente não havia ouvido falar dele. Talvez quem é mais novo o tenha visto nos desenhos animados “Esquadrão de Heróis” e “Vingadores Unidos”. De toda forma, é um personagem importantíssimo na história do Capitão América, criado no final dos anos 1960 e que é o primeiro super-herói negro americano da Marvel (o primeiro negro havia sido o Pantera Negra, lá de Wakanda).

No filme, o Falcão é (muito bem) interpretado por Anthony Mackie, numa origem claramente baseada na versão Ultimate dos quadrinhos. Sua participação em “Capitão América 2” é decisiva: mais do que com qualquer outro, é com ele que Steve Rogers pode realmente se relacionar, é o único em que pode confiar. Lá na frente, isso se mostra claramente, com o final de “Vingadores – Ultimato”.

A trama

O nome completo do filme é “Capitão América 2: O Soldado Invernal”. Sei que a essa altura todo mundo já deve ter assistido, mas não acho legal soltar spoiler, então digo apenas que o tal Soldado é alguém importante do passado do Capitão, que aparece no primeiro filme, e que volta como um inimigo.

Mas isso é apenas a cereja de um bolo com várias camadas. O recheio mesmo envolve a S.H.I.E.L.D e como ela está em risco, numa trama muito mais de espionagem do que efetivamente de super-herói.

Talvez por isso “Capitão América 2” seja tão interessante e tão bom. Ele não segue o padrão do que se espera de um filme do gênero: os vilões não são declarados, as verdadeiras ameaças são as mais escondidas e há mais motivos nas ações de cada personagem do que se vê no primeiro plano.

Para comparar com “Homem de Ferro 3”, em que também se tenta fazer algo assim, fica a certeza de que aqui o roteiro foi muito melhor trabalhado.

Na história, Nick Fury está preparando uma grande mudança na forma de atuar de sua agência, quando sofre um atentado e tudo começa a ruir. Daí para frente é uma sequência de acusações, agentes duplos e descobertas aterrorizantes sobre como a S.H.I.E.L.D funciona e sobre quem, realmente, está no comando de tudo.

No grande contexto da estrutura do universo cinematográfico Marvel, “Capitão 2” é um gamechanger, ou seja, a partir dele tudo muda, especialmente a posição da S.H.I.E.L.D e de Nick Fury – com reflexos vistos muito rapidamente na série “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D”. Se antes Fury era o sabe-tudo, agora terá que lutar para se restabelecer como uma força da ordem em um mundo que corre o risco imenso de ser mergulhado completamente no caos.

E com a situação complicada de Nick Fury, sobressai a persona do Capitão América e o que faz Steve Rogers assumir, de fato e de direito, o posto de líder do lado positivo da história. Ele é o farol aceso em meio à tempestade. E mesmo a superconfiante e mega espiã Viúva Negra se rende ao que o Capitão América representa. (E Scarlett Johansson continua ESPETACULAR, em todos os sentidos)

“Capitão América 2: O Soldado Invernal” consegue provar o quão bacana é o Capitão América e o coloca em seu verdadeiro lugar: o centro do universo Marvel.

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