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Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime

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Comédia de ação diverte, mas é mais do mesmo para Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds

Parece que virou regra: filme de ação precisa ter um monte de nomes conhecidos. Isso já aconteceu no exageradíssimo “Velozes e Furiosos 9” e se repete neste “Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime”. Ryan Reynolds e Samuel L. Jackson, que já estavam no primeiro filme, juntam-se agora a Salma Hayek, Antonio Banderas e Morgan Freeman. E como coadjuvantes ainda tem Frank Grillo (o “Ossos Cruzados” de “Vingadores – A Era de Ultron”) e Tom Hopper (O “Número 1” de “Umbrella Academy”). Gente demais? Sim. Cabe todo mundo no filme? Até que cabe. 

Mas antes de entrar na trama propriamente dita, vamos conversar sobre esse título. No original, “Dupla Explosiva” é “The Hitman’s Bodyguard”. Em uma tradução simples, “O Guarda-Costas do Assassino”. Dava para usar esse nome? Dava. E aí, esse segundo ficaria “O Guarda-Costas da Mulher do Assassino”, vindo de “The Hitman’s Wife Bodyguard”. Ok, para o 2 até poderia pensar em outra coisa. Mas “Dupla Explosiva e a Primeira-Dama do Crime” não tem nada a ver com o filme.

O filme

Depois do primeiro longa (disponível na Amazon Prime Video), Michael Bryce (Ryan Reynolds) perdeu sua licença de guarda-costas e decide tirar um período sabático para repensar sua vida. Enquanto relaxa na praia, ele é interpelado por Salma Hayek, que vem a ser mulher do assassino de aluguel Darius Kincaid (Samuel L. Jackson), que foi sequestrado e precisa de ajuda.

dupla explosiva 2

A “dupla de três” funciona bem. (Foto: Paris Filmes/Divulgação)

E, como pano de fundo nessa história, temos um vilão rico e poderoso, Aritotle Papadopoulos, interpretado por Antonio Banderas, que quer destruir a Europa em retaliação a sanções impostas ao seu país natal, a Grécia.

Óbvio que tudo isso se cruza e a “dupla explosiva”, transformada agora em trio, acaba sendo recrutada para salvar o mundo. Isso faz de Salma Hayek uma “primeira-dama”. Não necessariamente. Mesmo ela tendo conexões com outros personagens.

Por que assistir?

“Dupla Explosiva 2” é um típico buddycop movie, no melhor estilo “Os Bad Boys”. Reynolds e Jackson funcionam bem juntos, mas fica uma sensação de comida requentada. Ryan Reynolds é Michael Bryce ou Deadpool? Samuel L. Jackson está aqui ou em algum filme do Tarantino, falando ‘mothafucka’ a cada três palavras? 

O filme não deixa de ser divertido por causa disso, mas dava para tirar mais desse elenco. As piadas com palavrão são cansativas e as melhores partes são de piadas mais leves, que aproveitam a interação entre os personagens. As cenas em que Morgan Freeman entra na trama são um ótimo exemplo disso. E quem ele interpreta é uma piada à parte, que não vou contar aqui para manter a política spoiler free do Armazém Pop.

“Dupla Explosiva 2” é mais uma ‘sessão da tarde’ despretensiosa, que reúne uma galera para sucessivas explosões e perseguições automobilísticas. É para comer pipoca e deixar o cérebro derreter. Mas uma coisa chama atenção: a excelente trilha sonora, com nomes como Tina Turner e até o nosso queridíssimo e saudoso Tim Maia. Pois é, preste atenção até o fim do filme e curta “Do Leme ao Pontal”. Da onde veio a ideia para usar essa canção não se sabe. Mas a bagunça que rola certamente deixaria o “síndico” em casa.

 

Dupla Explosiva 2 e a Primeira-Dama do Crime

Roteiro: Tom O’Connor
Direção: Patrick Hughes
Elenco: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, Salma Hayek, Frank Grillo, Antonio Banderas, Morgan Freeman e Tom Hopper
Duração: 2 horas

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