Nossas redes

Streaming

Elvis Presley: The Searcher

Publicado

em

Quem realmente foi Elvis Presley e o quanto ele influenciou não somente a música, mas a cultura como um todo?

 

Como fã do Rei do Rock, já li e assisti muita coisa sobre sua vida: vários documentários, filmes biográficos… muitos artigos e livros sobre ele. Mas ‘Elvis Presley: The Searcher’ (EUA/2018) – documentário produzido pela HBO e que acabou de entrar no catálogo da Netflix, em duas partes – é sem dúvida o seu retrato mais pertinente, profundo e musical. Sua trajetória de vida é narrada por amigos, por antigos companheiros de estrada, pela ex-esposa, por jornalistas, escritores, produtores, por músicos do calibre de Bruce Springsteen e do saudoso Tom Petty (chega a ser comovente a maneira como esses dois reverenciam o ídolo) e até pelo próprio – em áudios inéditos pra mim, até então.

A trajetória de um Rei

Aqui, vemos o quanto ele batalhou pra alcançar seu estratosférico sucesso e o quanto poderia ter sido muito maior, se não houvesse tamanha sabotagem e exploração por seu ambicioso empresário – ao mesmo tempo o responsável por transformá-lo num ícone mundial. A parte dedicada aos seus filmes (na maioria medíocres) gravados durante a década de 1960, onde o ‘Coronel’ transformou Elvis numa máquina de lucro rápido é a mais “sorumbática”. Mas nem por isso esse capítulo deixa de ser necessário pois mostra o porquê de Elvis até hoje muitas vezes ser associado à cafonice predominante naquele período de sua carreira – e não ao músico brilhante, influente e rebelde da década anterior. Vemos também a alegria nos olhos do artista ao retornar aos palcos, sua verdadeira paixão, a partir de 1968.

Aliás, o ‘The Searcher’ do título é o mais apropriado possível, pois Elvis era um incansável pesquisador da música: captando todas as influências sonoras que o acompanharam desde sua tenra infância – o gospel, o country, o blues, a soul music – , criou seu próprio estilo, fez história e ajudou a sedimentar o Rock’n’roll.

É impossível não se emocionar no final, com sua arrepiante interpretação de ‘Hurt’ e a antológica performance em ‘If I Can Dream’ – do especial de TV ”68 Comeback Special’, que é uma espécie de espinha dorsal do documentário. Coisa linda, viu! Simplesmente assistam.

Continuar Lendo
Clique e comente

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *