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Pandemia não impede realização do Cinefantasy

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Festival Internacional de Cinema Fantástico chega à sua 11ª edição com uma seleção de mais de 150 filmes nacionais e internacionais de 70 países

 

A pandemia afetou diretamente o mercado cinematográfico, com lançamentos e eventos sendo cancelados. Mas é bom ver que algumas iniciativas continuam funcionando ao encontrar opções nas plataformas de VOD (video on demand).

É o caso do Festival Internacional de Cinema Fantástico (CINEFANTASY), que chega à sua 11ª edição via plataforma Belas Artes à La Carte, do Cine Petra Belas Artes.

Mostra competitiva

O festival terá 15 mostras competitivas, sendo duas mostras de longas-metragens, documentário e ficção, e 13 mostras de curtas-metragens, divididas pelos temas: Horror, Ficção Científica, Fantasteen, Fantasia, Estudante, Brasil Fantástico, Amador, Pequenos Fantásticos, Espanha Fantástica e Animação, além de valorizar outras visões nas mostras Mulheres Fantásticas, Fantástica Diversidade e a novidade deste ano, a mostra Fantastic Black Power.

Divulgação: CINESYSTEM

Todos os títulos das mostras competitivas concorrem ao Troféu José Mojica Marins. Os filmes brasileiros vencedores são indicados para o Prêmio FANTLATAM, premiação internacional da Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantastico e ao Prêmio Tanu Distribuicion, que leva o filme a ter distribuição por 1 ano em festivais de toda a América Latina.

A sessão de abertura acontece no dia 16/04, sexta-feira, com o longa “Horror Noire: A História Do Horror Negro”, dirigido por Xavier Burgin. Quem se interessa é bom se apressar. 1.000 ingressos gratuitos serão distribuídos e o filme ficará disponível na plataforma das 18h às 23h59.

O documentário foi baseado no livro de não-ficção de 2011, Horror Noire: A Representação Negra no Cinema de Terror, escrito pela Dra. Robin R. Means Coleman. O livro (excelente, é importante dizer), mergulha em um século de filmes de gênero e mostra a história dos negros no cinema, a sua presença – ou ausência – nos filmes de terror. Um dos destaques do evento, aliás, é a participação da autora em um bate-papo no dia 17/04, às 20h.

Mais Brasil

Uma boa surpresa, entre os longas selecionados, quatro são produções do Nordeste. São elas: “Rosa Tirana”, de Rogério Sagui, filme gravado no sertão da Bahia, com José Dumont no elenco e música-tema interpretada pela Elba Ramalho; “Voltei!”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, gravado no recôncavo baiano, sobre duas irmãs que ficam escutando notícias do rádio e se surpreendem com uma surpreendente volta da irmã mais velha. E as cearenses “Como Vivem os Bravos”, de Daniell Abrew, um nordestern, um faroeste nordestino ambientado em Palmácia (CE) que mostra a saga do pistoleiro Mumbaca e do cangaceiro Alfinete; e o intrigante filme vindo do Ceará: “Rodson ou (Onde o Sol não tem Dó)”, de Cleyton Xavier, Clara Chroma e Orlok Sombra, que a história de Rodson, um garoto com instinto artístico reprimido pela sociedade dos anos 3000 – onde é proibido ler, refletir e consumir cultura. Angustiado, ele sai em busca da alucinação perfeita sob o sol de 2000°C.

Outro destaque é que o cineasta Neville D’Almeida, um dos maiores ícones do cinema nacional, é o grande homenageado desta edição. O festival presta uma grande homenagem aos 80 anos do diretor, que é responsável por recordes de bilheterias com os filmes “A Dama do Lotação”, “Matou a Família e Foi ao Cinema”, “Navalha na Carne”, entre outros sucessos. O festival apresenta uma retrospectiva com algumas produções do diretor, além de uma entrevista exclusiva.

O que assistir?

Alguns filmes se destacam na extensa programação e merecem ser procurados. Entre eles estão “Amigo”, de Óscar Mártin (Espanha), que ganhou diversos prêmios em festivais de cinema europeus, e “Sayo”, de Jeremy Rubier (Canadá), produção canadense filmada no Japão. Entre os documentários, procure “A Senhora Que Morreu No Trailer”, de Alberto Camarero e Alberto de Oliveira, sobre a vida da artista brasileira Suzy King, que era cantora, compositora, atriz, dançarina exótica e burlesca, além de encantadora de serpentes, e que foi encontrada morta no trailer em que vivia na Califórnia em agosto de 1985. Outros dois bem interessantes são “Morgana”, de Isabel Peppard e Josie Hess (Austrália), que conta a história de uma dona de casa que aos 50 anos se reinventou como uma estrela pornô feminista; e o que mais queremos ver por aqui: “O Alvorecer de Kaiju Eiga”, de Jonathan Bellés, que mostra a criação dos Kaiju Eiga, os nossos queridos filmes de monstros gigantes, que começam lá com o clássico Godzilla (1964). O filme, que promete mostrar a relação entre os monstros gigantes e a ameaça da bomba atômica no Japão, trata especialmente do nosso monstro favorito.

Como assistir

Toda programação está disponível no site: www.cinefantasy.com.br. O 11º CINEFANTASY  acontece de 16 a 29 de abril de 2021.
O festival será todo online, pela plataforma Belas Artes à La Carte. Alguns filmes serão exibidos gratuitamente, outros apenas para assinantes. O valor da assinatura mensal é R$ 9,90 e o anual é R$ 108,90.

 

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