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No hype da chegada de ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio’, decidimos listar os filmes desse universo, do pior ao melhor

 

É sabido que depois do bem-sucedido universo compartilhado da Marvel nos cinemas, o famoso ‘MCU’ (ou ‘UCM’, aqui pra nós), alguns estúdios arriscaram no seu próprio “universo particular”. A Universal deu início a um promissor Dark Universe, que traria de volta os monstros clássicos do estúdio (Drácula, Frankenstein, Lobisomem…) a partir de uma nova versão de ‘A Múmia’ (2017), estrelada por Tom Cruise – onde temos um primeiro vislumbre de ‘O Médico e o Monstro’ através do Dr. Jekyll de Russell Crowe, além de algumas referências aos outros monstros. Só que – felizmente – abortaram o projeto depois do fracasso monstruoso do primeiro filme, que virou um pastiche da versão anterior (de 1999) com ‘Missão Impossível’. Ridículo, simplesmente. Como o modesto e excelente ‘O Homem Invisível’ (2020) provou que muitas vezes menos é mais, resolveram cancelar aquele MonsterVerse (que teria até Johnny Depp – como o Homem Invisível, aliás) e começar tudo de novo, com uma pegada que promete ser mais intimista e mais autoral.  

Se a Universal “deu com os burros n’água” em sua primeira tentativa, a Warner acertou em cheio com o que surgiu a partir do sensacional e arrepiante “Invocação do Mal’ (2013): o início da saga cinematográfica baseada nas peripécias sobrenaturais (e reais!) do casal Ed e Lorraine Warren trouxe um frescor ao segmento – através da direção certeira de James Wan, da produção caprichadíssima com uma bem-vinda pegada retrô e do carisma do casal interpretado por Vera Farmiga e Patrick Wilson.

Então no ritmo do hype do primeiro trailer de ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio’, com estreia prevista para 03 de junho, resolvemos fazer um ‘ranking’ dos 7 filmes do ‘InvocaVerso’ lançados até agora – do pior ao melhor. 

 

7º Lugar: ‘A Maldição da Chorona’ (2019)

O pior da lista conta a história de uma assistente social, viúva e mãe de dois filhos, que luta para impedir que a maléfica entidade do folclore mexicano conhecida como La Llorona leve os seus pequenos. Um filme pra te fazer chorar… de sono, de tédio ou, na pior das hipóteses, de raiva mesmo – por ter perdido tempo com uma pataquada dessas. Apesar do design sinistro da entidade, a trama não se sustenta com sustos previsíveis, trama sonolenta e humor involuntário – resultado das atitudes totalmente estúpidas dos personagens. A direção é de um tal Michael Chaves, que também é o homem na direção do vindouro ‘Invocação do Mal 3’. Será que isso é motivo de preocupação? Veremos… 

Quanto a esse ‘A Maldição da Chorona’… é um verdadeiro ‘horror’ – no sentido pejorativo mesmo. 

 

6º Lugar: ‘A Freira’ (2018)

Sabem aquelas histórias que não precisavam ser contadas? Pois é, esse é o caso de ‘A Freira’, que tenta contar a história de Valak, o demônio-travestido-de-freira que já tinha as caras – de maneira muito mais satisfatória – em ‘Invocação do Mal 2’ (2016). Não precisava de mais, não… 

Tudo até que começa bem, com uma boa sequência de abertura numa Romênia de ambientação lúgubre e muito bacana – remetendo imediatamente aos clássicos da Hammer. Porém… Toma-lhe excesso de jumpscares baratos e manjados, repetição de situações, freiras zumbis (!) e até uma solução chupinhada (na cara dura!) do bom ‘Contos da Cripta: Os Demônios da Noite’ (1995) usada pela mocinha para deter o mal. Infelizmente, pros roteiristas e produtores de bobagens como essa, nem todo espectador – principalmente o amante de longa data do gênero – tem memória curta. Mesmo assim, não é uma total perda de tempo (como o filme da Chorona) e dá pra assistir como mero passatempo.  

 

5º Lugar: ‘Annabelle 3: De Volta Para Casa’ (2019)

A boneca Annabelle deu as caras logo no primeiro ‘Invocação do Mal’ e sua aparição fez tanto sucesso, que rendeu 3 spin-offs – e esse é o mais irregular deles, apesar de garantir bons momentos de diversão. Aqui, tudo fica parecendo uma espécie mais sinistra de ‘Goosebumps’, onde a filha dos Warren (Patrick Wilson e Vera Farmiga dão as caras aqui), uma babá e uma amiga enxerida passam por maus bocados quando a boneca-encosto resolve usar os artefatos do museu de objetos amaldiçoados do casal para assombrá-las. Apesar de parecer um tanto infanto-juvenil, tem bons sustos, umas correrias bacanas e entidades bem sinistras – incluindo até um lobisomem. Uma boa Sessão da Tarde, mas para assistir à noite.

 

4º Lugar: ‘Annabelle’ (2014)

Numa espécie de prelúdio, a trama conta o que aconteceu antes da boneca ser “confiscada” pelos Warren e trancafiada num porão, para que não atraísse o mal a mais ninguém. Aqui, uma mulher grávida – que coleciona umas bonecas de gosto duvidoso – ganha justamente a dita-cuja de presente. Então, ela e o marido passam a ser assombrados por entidades malignas e por uma seita demoníaca. Aqui, fica mais claro que a boneca não é a causadora direta das fatalidades ocorridas (ela não tem vida própria e não é uma espécie de “Chucky de vestido”) e sim, um catalisador de forças malignas. Bom filme, apesar de alguns tropeços.

 

3º Lugar: ‘Annabelle 2: A Criação do Mal’ (2017)   

Esse aqui é bom, muito bom mesmo! Virtualmente superior a todos os spin-offs do ‘InvocaVerso’, é um excelente exercício de terror. Na trama, um casal (vivido pelos talentosos Anthony LaPaglia e Miranda Otto) transforma a própria casa num abrigo para meninas órfãs, logo após a traumática perda da filha pequena. Acontece que o sujeito é um requisitado e habilidoso fabricante de bonecas feitas à mão – e adivinhem qual boneca ele confeccionou pra sua falecida filha e que agora está prestes a ser descoberta pelas jovens enxeridas? 

Aqui está tudo no lugar: ambientação supimpa, bom elenco, design de criaturas bastante criativos, muita tensão, ótimos sustos e mortes violentas garantem um dos melhores filmes do gênero lançados em 2017. A direção é do competente David F. Sandberg, de ‘Quando as Luzes Se Apagam’ (2016), ‘Shazam!’ (2019) e que também dirigirá o próximo filme do divertido super-herói da DC, intitulado ‘Shazam!: Fúria dos Deuses’ e prometido para 2023. 

 

2º Lugar: ‘Invocação do Mal 2’ (2016)

Pense num excelente filme de terror. Pois esse pode se igualar ao que veio à sua mente – ou até superá-lo. Assim como o primeiro ‘Invocação do Mal’ (The Conjuring), esse segundo capítulo da saga cinematográfica do casal Warren é uma das provas incontestáveis de que mesmo no terror pode haver beleza. Tudo aqui funciona: reconstituição perfeita da Londres de 1977, cenários, figurinos, trilha sonora… Vejam bem: um filme que começa ao som de London Calling do Clash já tem tudo pra dar certo! E toca Bee Gees, The Hollies, Elvis – inclusive uma cena muito bonita onde o personagem de Patrick Wilson canta Can’t Help Falling In Love, sucesso do Rei do Rock, ao violão é de uma sensibilidade ímpar (e um refresco temporário no meio de tanta tensão). Quanto às assombrações do filme, vale destacar a Freira – cujas aparições são de arrepiar e dispensam o seu mega dispensável filme de origem – e o ‘Homem Torto’, que também deve render um spin-off (já muito aguardado pelos fãs) em breve. Um espetáculo, tão bom quanto o primeiro longa e que só não ocupa o topo do pódio porque o anterior tem a seu favor um negócio chamado ‘fator novidade’. James Wan retorna aqui como diretor. 

 

1º Lugar: ‘Invocação do Mal’ (2013)

E o primeiro lugar vai pra esse filmaço! Com ‘Jogos Mortais’ (2005), ‘Dead Silence’ (2007) e o ótimo ‘Sobrenatural’ (‘Insidious’, de 2011) o jovem diretor malaio James Wan já tinha dado provas suficientes de que é um baita ‘CDF’ quando se trata da matéria “terror”. Mas aqui ele realmente se superou: com um investimento maior – que soube aproveitar muito bem – , o que já poderia ser bom, se tornou uma obra-prima do cinema de horror contemporâneo. Imprimindo de forma ainda mais clara a sua personalidade, o cara simplesmente conseguiu “reinventar a roda” – incrivelmente partindo de uma premissa um tanto batida e com uma pegada totalmente retrô, nitidamente inspirada nos melhores filmes de horror da década de 1970. Inspirada em fatos reais, a trama se passa em 1971 e mostra o casal de investigadores paranormais e demonologistas Ed e Lorraine Warren lutando para ajudar uma família que sofre horrores ao se mudar para uma casa de campo mal-assombrada. Muitas cenas remetem aos clássicos do gênero como ‘O Exorcista’, ‘A Profecia’, ‘Intermediário do Diabo’ e ‘Os Outros’ mas ao invés de copiá-las, buscam soluções muito criativas pra não caírem na mesmice. Os cenários são perfeitos (a casa velha cheia de cômodos escuros, a névoa constante do lado de fora, as árvores secas e retorcidas…) e criam um clima de tensão e isolamento poucas vezes vistos no gênero. Por fim, vale citar a presença magnética de Vera Farmiga e Patrick Wilson, o casal de protagonistas, que têm uma química tão boa em cena que parecem até ser um casal na vida real. E Lili Taylor (da série ‘A Sete Palmos’) está simplesmente arrebatadora como a mãe de família atormentada pelo espírito centenário de uma bruxa maligna e vingativa.

 

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