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Sete Filmes de Terror Imperdíveis na Netflix

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Plataforma de streaming oferece ótimas opções – dos blockbusters às produções próprias

 

Esse longo período de pandemia, que resultou no fechamento temporário dos cinemas ou na parcial abertura de algumas salas, fez com que os cinéfilos mundo afora se sentissem “órfãos” desse tipo de entretenimento. Dezenas de blockbusters que estreariam ainda em 2020 foram adiados para esse ano e até para 2022 – dentre eles, muito filmes de terror aguardados como “Halloween Kills” e o horror folclórico “Espiritos Obscuros”, ambos com estreias remarcadas para outubro de 2021.

Felizmente, os canais de streaming nos consolaram muito bem, oferecendo uma grande variedade de opções – e no segmento terror, o catálogo é farto. Então, hoje vou recomendar sete bons filmes de terror disponíveis na Netflix – incluindo algumas produções próprias. E como foi comprovado recentemente por cientistas que a adrenalina causada pelos sustos nos filmes do gênero é benéfica para o coração (é sério, podem pesquisar), “bora” sair um pouquinho do horror do mundo real e embarcar, de braços abertos, no saudável e divertido medo cinematográfico.

 

‘It – A Coisa’ (2017)

Um dos melhores exemplares do horror moderno foi incluído no catálogo da plataforma recentemente. Baseado na obra de Stephen King, o longa dirigido pelo argentino Andy Muschietti (de ‘Mama’ e do vindouro filme solo do super-herói Flash) conta com um elenco juvenil simplesmente fantástico, uma fotografia primorosa e um dos monstros mais assustadores do cinema contemporâneo: o palhaço Pennywise, interpretado pelo talentoso ator sueco Bill Skarsgård. A boa sequência, que encerra de vez a história, foi lançada em 2019 mas o primeiro filme tem uma trama bem fechadinha – e que não necessariamente precisa da continuação para ser compreendida ou totalmente apreciada.   

 

‘Invocação do Mal’ (2013)

James Wan já tinha mostrado seu potencial para o terror em longas como ‘Dead Silence’, ‘Jogos Mortais’ e o assustador ‘Insidious’ mas foi com ‘Invocação do Mal’ (‘The Conjuring’) que o jovem diretor malaio mostrou todo o seu potencial – num filme de casa assombrada ‘old school’ e ao mesmo tempo com uma pegada moderna, dinâmica e que soube utilizar jumpscares como poucos. O sucesso foi tanto que uma inevitável sequência veio com…

 

‘Invocação do Mal 2’ (2016)

Ah, eu não poderia indicar o primeiro filme e deixar essa espetacular sequência de fora: tão bom quanto o capítulo anterior, ‘The Conjuring 2’ traz novamente o casal Warren (vivido pelos carismáticos Patrick Wilson e Vera Farmiga) enfrentando entidades malignas que atormentam uma família na Londres da década de 1970. Reconstituição de época perfeita, trilha sonora supimpa – que inclui hits de grupos como The Clash e Bee Gees), elenco inspirado e sustos novamente bem empregados mantém o expectador com os olhos grudados na tela – e aquele suorzinho de nervoso nas mãos, do início ao fim do longa. Até Elvis Presley é lembrado numa cena muito bonita e delicada (um providencial “respiro” no meio de tanta tensão) onde Patrick Wilson interpreta a belíssima  ‘Can’t Help Falling In Love’ ao violão. Filmaço!

 

‘O Que Ficou Para Trás’ (2020)

Produção da Netflix, essa foi uma das grandes surpresas do ano passado: quase uma unanimidade entre público e crítica, esse filme surpreende ao trazer elementos da cultura africana para uma história sobrenatural ambientada na Inglaterra. Aqui, um casal de refugiados sudaneses é acomodado provisoriamente numa casa paupérrima, cedida pelo governo inglês até que sua permanência no país seja legalizada. Como problema pouco é bobagem, além de todas as dificuldades e hostilidade sofridas por imigrantes num país estrangeiro, eles precisam lidar com uma sinistra presença que habita a casa – ou a entidade teria vindo atrás deles? Assistam e surpreendam-se com a resposta.

 

‘A Bruxa’ (2015)

Um dos precursores do subgênero conhecido como ‘pós-terror’ (mais umas dessas rotulações desnecessárias), esse aqui é do tipo “ame ou odeie”: com uma história de desenvolvimento mais “arrastado” e sem um pingo humor escapista ou ‘jumpscares’ (apesar de contar com algumas cenas realmente assustadoras), ‘A Bruxa’ investe no terror imersivo e psicológico, que aos poucos vai ganhando ares cada vez mais sombrios e incômodos. A trama foca numa família que vive na Nova Inglaterra (EUA) do séc. XVII que, acusada de heresia, é obrigada a se mudar para os arredores de uma floresta sombria – e habitada por uma bruxa demoníaca. O diretor Robert Eggers fez um trabalho impecável aqui, misturando religiosidade ao sobrenatural e utilizando um inglês arcaico, típico daquele período, nos diálogos. No elenco, destaca-se a jovem e talentosa Anya Taylor-Joy, que também brilhou na recente série dramática ‘O Gambito da Rainha’ (essa que não é de terror, mas é super legal), produção original da Netflix.

 

‘A Ligação’ (2020)

Outra grande surpresa, também produção original da Netflix. Esse suspense/terror coreano com toques sci-fi usa e abusa inteligentemente dos paradoxos temporais ao contar a história da jovem que misteriosamente mantém contato por telefone com uma antiga moradora de sua atual residência… que está no passado. Com reviravoltas espertas, sangue e muita tensão, o filme é outra dessas possíveis unanimidades – tendo agradado bastante tanto ao público quanto à crítica especializada. 

 

‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’ (1999)

Dirigido por Tim Burton, o longa (pra mim, um dos melhores trabalhos do diretor) se baseia num popular conto americano sobre o legista que é enviado a um vilarejo para investigar violentos assassinatos cometidos pelo vingativo fantasma de um cavaleiro decapitado – que também decepa impiedosamente as cabeças de suas vítimas. Nitidamente influenciado pelos clássicos da Hammer, Burton presenteia os antigos fãs do gênero caprichando na violência gráfica e na ambientação lúgubre – com pântanos cheios de árvores retorcidas e neblina. O humor também está presente aqui e é muito bem empregado pelo protagonista Ichabod Crane – o inteligente, sagaz e medroso legista vivido por Johnny Depp, em sua melhor forma. Tamanha é a reverência de Tim Burton pelos filmes da Hammer que até o grande e saudoso Christopher Lee (o eterno e icônico Drácula da produtora inglesa) dá as caras num pequeno mas importante papel.   

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