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Shazam! e a lenda do Capitão Marvel

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Shazam Capitão Marvel

Shazam! dá graça e leveza ao universo cinematográfico DC, apresentando um herói simples e divertido que agrada toda a família

“Shazam!” é o frescor no universo cinematográfico da DC Comics, que começou com O Homem de Aço, mas que não sentíamos (de verdade) desde os dois primeiros filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve.

É a “Sessão da Tarde” clássica e nostálgica, da época em que todos éramos crianças. Até mesmo as crianças de hoje. É aquele tipo de filme feito para que todo mundo se sinta jovenzinho.  Isso porque, apesar da trama se passar nos dias atuais, “Shazam!” tem a aura e a ambientação típicas da década de 1980 – com aqueles ótimos filmes, de produções até modestas, mas que foram feitos com tanto carinho e dedicação que marcaram pra vida toda.

Mesclando bem as competentes cenas de ação (algumas até contidas, sem muitos exageros) com elementos de comédia (que é a tônica aqui), de fantasia, de aventura e até de terror, o longa evoca – além dos citados filmes do Superman – clássicos “oitentistas” como Os Caça-Fantasmas (preste atenção no look das criaturas) e Os Goonies e traz referências visuais e sonoras de filmes como Quero Ser Grande e Rocky.

A direção de David F. Sandberg (de Quando as Luzes se Apagam e Annabelle 2) é segura e sem excessos. Sua mão boa pro terror fez com que ele incluísse de forma satisfatória alguns elementos do gênero “sem pesar o astral”.

O elenco é incrível e o destaque sem dúvida é o hilário e ultra-carismático Zachary Levi na pele do super-herói com aparência e corpo de adulto mas com o coração, a mentalidade e o juízo (ou a falta dele) de um moleque de 14 anos.

Pra completar, a trilha sonora traz hits de grupos como Ramones e Queen. “Don’t Stop Me Now”, do Queen, embala uma das sequências mais engraçadas e divertidas do filme. A dica final é: veja e reveja “Shazam!”, se preparando para a sequência (em 2023 teremos Shazam: Fúria dos Deuses) e, antes disso, no final de 2021, Adão Negro – filme que vai contar a origem do maior adversário . Divirta-se pra valer e deixe seu dia bem mais leve, mais feliz e recheado com aquela boa nostalgia.

Capitão Marvel?

Quem não é muito ligado no mundo dos quadrinhos talvez não se lembre de “Shazam”, mas o personagem é um dos super-heróis mais antigos, criado muito próximo do Superman – e claramente inspirado por ele. Lá na década de 1930, SHAZAM era apenas a palavra mágica, um acrônimo para os Deuses e Heróis da Antiguidade que concedem seus poderes ao herói, que passa a contar com a Sabedoria de Salomão, a Força de Hércules, a resistência de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio.

O nome do personagem era Capitão Marvel.

Isso mesmo, a DC tem um personagem com o nome de sua principal concorrente. Como isso possível? Bem, quando esse Marvel surgiu, a outra Marvel se chamava “Timely Comics”. A DC chamava-se “National Periodics” e quem publicava o super-herói era uma terceira editora, a Fawcett Comics.

Capitão Marvel, com o charme de ser uma criança no corpo de um adulto alterou a lógica dos heróis para sempre, criando uma conexão tão profunda com o público que fez a sua revista, contando as aventuras dele ao lado da família, vender até mais do que a do Superman. E isso, óbvio, incomodou. A DC processou a Fawcett e acabou, depois de uma longa batalha jurídica, comprando o personagem.

Nessa época a Marvel já tinha esse nome e, para evitar problemas, ficou acertado que o Capitão só seria chamado de “Marvel” dentro das revistas. Na capa, jamais. Assim o nome da publicação era sempre “Shazam!”. Foi só nos anos 2010 que a DC passou a evitar o nome “Capitão Marvel”.

Mas isso criou um problema. Na prática, o super-herói vermelho com um relâmpago no peito ficou sem nome. Porque se ele disser “SHAZAM!” se transforma de volta em Billy Batson.

Isso continua sem solução. Não apareceu um nome novo. Então se você ouvir alguém falando em “Capitão Marvel”, saiba que é do SHAZAM que estão falando.

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