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Tensão entre Disney e Pixar aumenta ainda mais!

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Não é de hoje que existem rumores de que a Pixar e a Disney convivem em clima de guerra fria, mas nos últimos meses a briga parece ser inevitável

 

Por Carolina Ferreira

Quando a Pixar surgiu, na década de 80, muitos acreditavam que ela seria uma pedra no sapato da Walt Disney Animation Studios. Com o investimento de Steve Jobs na companhia, esses rumores se tornaram cada vez maiores.

A Disney logo afastou a possibilidade de uma concorrência direta e fechou uma parceria para a produção de três filmes, para os quais a gigante do entretenimento não mediria esforços (e dinheiro) na distribuição e marketing.

Foi só com o lançamento de ‘Toy Story’, em 1995, que a Pixar realmente mostrou a que veio. Não era só uma técnica inovadora, eles também tinham talento para contar histórias e derreter corações. Tudo muito bom, tudo muito bem, as duas empresas posaram alegres pela parceria, que se repetiria em ‘Vida de Inseto’ em 1998.

Briga! Briga!

Mas quando chegou a produção de ‘Toy Story 2’ em 1999 os conflitos internos ficaram cada vez mais evidentes. A Pixar queria incluir a continuação no acordo dos filmes, mas a Disney recusou já visando o lucro futuro que teria com uma história original. O acordo começou a não parecer justo, já que a Pixar era responsável pela criação e produção e a Disney só faria a distribuição e marketing do longa e mesmo assim os lucros seriam divididos de forma igual.

Foi em 2004 que a briga chegou no seu auge, com Jobs e Michael Eisner (CEO da Disney) rompendo relações e dando declarações abertas de que as empresas procuravam outros parceiros para a suas produções.

Só que a Pixar havia se tornado preciosa demais para Disney, que enfrentava uma escassez de criatividade e estava lançando diversas continuações duvidosas de filmes que uma hora foram grandes sucessos. Até que em 2006 a gigante deu o braço a torcer e oficializou a compra da Pixar por 7,4 bilhões de dólares.

Tudo parecia tranquilo desde então, mas a era dos streamings mostrou que os planos da Disney eram maiores.

Antes da pandemia / Depois da pandemia

Com o coranavirus, muitos cinemas foram fechados e os estúdios tiveram que encontrar novas formas de lucrar. A Disney então decidiu lançar o live action de ‘Mulan’ diretamente pela plataforma do Disney+. No entanto, o usuário que quisesse ver com antecedência só poderia ter acesso através do Premier Access, no valor de R$69,90. Embora não tenha aberto o número de pagantes ao público, a Disney informou que a estratégia foi um sucesso.

Com o final do ano, chegou a vez de lançar o mais recente trabalho da Pixar, o genial Soul, entretanto dessa vez a Disney informou que liberaria o longa sem custos na plataforma, o que gerou insatisfação por parte dos funcionários do estúdio. A justificativa foi que o filme era um presente para o mundo, que precisava de um pouco de amor em um ano tão difícil.

Mas no início de 2021 a Disney lançou ‘Raya e o Último Dragão’. O longa estava disponível apenas para clientes que adquirissem o Premier Access. Já o filme ‘Luca’, nova produção da Pixar, chegaria ao Disney+ sem qualquer custo.

Afinal por quais motivos os longas da Pixar eram disponibilizados de forma gratuita enquanto os da Disney eram cobrados? Um funcionário chegou a revelar de forma anônima que o sentimento na companhia era que o trabalho deles valia menos. A ida dos filmes ‘Cruella’ e ‘Viúva Negra’ para o Premier Access escancarou ainda mais a diferença de tratamento.

O golpe mais forte veio após a Disney decidir acabar com a Blue Sky Studios, responsável por longas como ‘A Era do Gelo’, ‘Rio’ e ‘Robôs’. A companhia adquirida a menos de dois anos pela empresa foi fechada e todos os funcionários demitidos. Começou a surgir um temor entre alguns funcionários da Pixar, afinal o que poderia acontecer com eles?

A Disney sabe do peso do nome da Pixar no coração das pessoas e certamente não acabará com ela da mesma forma que foi com a Blue Sky, mas enfraquecer a companhia para então absorvê-la completamente e apagar seu nome das produções é um caminho possível. E pelo correr da carruagem (que não é da Cinderella) não podemos negar que isso está cada vez mais perto. É irônico pensar que Walt Disney levou um duro golpe ao perder parte de seus trabalhos para a Universal Studios, que promoveu uma briga injusta por direitos autorais. Será que ele aprovaria o rumo que sua empresa tomou nos dias de hoje? Nunca saberemos.

 

 

Carolina Ferreira é formada em jornalismo e cinema. Funkolatra, geek, apaixonada em super heróis, viagens no espaço, GOT, HP, LOTR, dinossauros, dragões e Disney. Ah e é claro…. no Batman ❤️

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