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Velozes e Furiosos 9

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Velozes e Furiosos 9

Limite? Não é de hoje que a franquia “Velozes e Furiosos” não tem nenhum. Mas o nono filme consegue superar qualquer linha de bom senso – e ainda assim divertir

 

O ano era 2001 e aquele filme de carros rápidos em manobras incríveis, colocando como opostos Vin Diesel e Paul Walker, fez brilhar o olho de apaixonados por automóveis em todo o mundo. Retratando o universo das corridas clandestinas e ainda colocando uma história de amor proibida de fundo, era garantia de entretenimento para toda a família.

De lá pra cá, os super-heróis herdaram a Terra e “Velozes e Furiosos” se transformou numa série com 10 filmes, dois curtas-metragens e uma possível série de animação, que passou a beber na fonte dos blockbusters da Marvel para criar ações cada vez mais estapafúrdias – mas nem por isso menos divertidas. Porém, deixou de ser algo para um público geral. Agora, é somente para quem consegue assistir produções sem nenhum pé na realidade sem se irritar.

Velozes e Furiosos 9

Ludacris e Tyrese: Auto zoeira é o melhor tipo de zoeira (Divulgação: Universal)

“Velozes e Furiosos 9”, a mais recente adição à franquia, é o ápice dessa condição (enquanto não lançam o 10 e talvez até o 11…). E o próprio filme ri disso. Os diálogos entre Roman (Tyrese Gibson) e Tej (Ludacris) questionam o tempo todo o absurdo no qual os personagens estão inseridos. Falei de absurdo? Sem dar spolier, porque já se vê isso no trailer: até para o espaço eles vão. De carro.

A trama

Será que importa falar qual é a história? Não se assiste “Velozes e Furiosos” apenas pelas cenas de ação? Bom, pode até ser. Mas a trama aqui não é ruim. Retomando elementos dos filmes anteriores, encontramos Dom Toretto (Vin Diesel) levando uma vida tranquila com Letty (Michelle Rodriguez) e seu filho. Mas aí um velho amigo precisa de ajuda, o Sr. Ninguém (Kurt Russel). Ele está combatendo um super espião que, por um imenso acaso, é o irmão perdido dos Toretto: Jakob, interpretado pelo ícone John Cena.

Explicando desse jeito parece bem básico e bobo. E é, só que funciona. Especialmente porque tem muitos flashbacks, que normalmente não são a melhor estratégia para contar uma história, mas aqui conseguem dar uma coerência à narrativa que faltava em filmes anteriores da franquia. Aliás, é bom ressaltar que o jovem Dom é interpretado pelo próprio filho de Vin Diesel, Vincent Sinclair. O rapaz, de fato, interpreta, e pode ter um belo futuro como ator, para muito além do pai.

Idas e vindas

Outro ponto muito interessante de “Velozes 9” é como o filme se tornou uma espécie de “Os Mercenários”, aquela delícia cremosa do Stallone que junta todos os heróis de ação num filme só. A diferença é que aqui isso – como tudo no filme – ganha novas proporções. A grande dama Helen Mirren, por exemplo, está de volta como a mãe da família Shaw. E agora até drift ela faz. Entre outras participações, Michael Rooker (o Yondu de “Guardiões da Galáxia”) também está presente, além de Lucas Black, que estrelou “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio”, Jason Tobin (o querido Young Jun de Warrior), e até a cantora Cardi B dá as caras, ajudando Dom em um momento crucial.

Os fãs da franquia também vão se deliciar com a volta de personagens que haviam se despedido anteriormente. Mas contar mais do que isso pode estragar bastante a experiência do filme. O que pode ser dito é: tem surpresa e, como diz o velho ditado, ‘quem é vivo sempre aparece’.

Por que assistir?

Pode ser que quem não viu os filmes anteriores perca uma piada ou outra, mas nada que tire a graça do filme. São duas horas e 25 minutos de ação ininterrupta, que não dá tempo ao espectador de pensar em outra coisa que não seja acompanhar as loucuras que estão na tela. 

Vin Diesel F9

Vin Diesel não é um primor de interpretação, longe disso. Mas entrega o necessário. (Divulgação: Universal)

Justin Lin é um diretor extremamente competente, que usa as viagens (literais) pelo mundo – Londres, Tóquio, Edimburgo, Tblisi e até um bunker secreto no Azerbaijão – para garantir que o filme não se torne cansativo e com a impressão de que é longo demais.

“Velozes e Furiosos 9” tem a dose certa de escapismo para os dias de hoje, tão complicados. É perfeito para esvaziar a cabeça por um tempo, simplesmente curtindo, sem pensar em nada. 

Ah, e lá no começo do texto eu disse que eles beberam na fonte da Marvel, né? Então não se esqueça de ficar até o final para ver as cenas pós-créditos. Porque se é pra desligar do mundo, que seja o máximo possível.

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